29 de dezembro de 2008

Celebrámos mais uma vez o nascimento do menino Jesus, sejamos crentes ou não é isto o Natal: o nascimento de um menino chamado Jesus. E é tão fácil esquecer o que é o Natal…
O primeiro Natal em que senti que estava realmente a celebrá-lo, para além da festa familiar, foi sem dúvida em STP. Longe das compras, das musiquinhas alegres, dos anúncios e do frio de rachar fica mais fácil ver o essencial. Quando o almoço de Natal é um piquenique numa praia paradisíaca rodeada de companheiros é impossível não sentir a maravilha do nascimento de Jesus e deixar de perceber quais são as prioridades na nossa vida.
Obrigada Deus por este dom que me deste e aos que me rodeiam de estarmos vivos e felizes. Obrigada do fundo do coração, nada me faria mais feliz!

11 de dezembro de 2008

Não tenho escrito muito por aqui. Por um lado porque o António tem estado mais calmo e consequentemente eu também e por isso a necessidade de desabafar é menor. Por outro lado o facto dos comentários terem diminuído drasticamente faz-me supor que não sou só eu que estou mais calma em relação ao António.
Infelizmente a necessidade de hoje de desabafar é sinónimo de que o António não tem estado tão calmo estes últimos dias. Ontem e hoje fez algumas pequenas crises de epilepsia que me deixam verdadeiramente aflita e completamente desnorteada. Fico sem saber o que pensar e agora que já não estamos internados (só o António é que esteve mas eu insisto em usar o nós…) no hospital o acompanhamento não é tão presente como eu desejaria.
Tento ver o lado positivo de que ele tem estado tão bem disposto e brincalhão sempre com o seu sorriso maravilhoso que é impossível que algo de muito mau esteja lá na cabecinha dele, mas quando o vejo assim não é fácil.
São os altos e baixos de sempre, eu é que sempre que me apanho num alto acho que agora é sempre a subir…

25 de novembro de 2008

Eu sei que sou uma mãe chata, uma mãe bastante nervosa e uma mãe demasiado ansiosa! Também sei que deve ser cansativo e que não há paciência que aguente aturar o dia todo mães como eu. Mas, mais que tudo, sou uma MÃE, uma mãe aflita que se preocupa com o seu filho.
Tudo o que eu peço é apenas um pouco de paciência para esclarecer as minhas dúvidas e para explicar a gravidade da situação do meu filho. É legítimo da minha parte esperar que um dia mais tarde o meu filho possa ter uma vida normal ou é simplesmente delírio? A forma como falam é indicativo de que realmente a coisa é muito grave e eu ando a leste do paraíso, ou é apenas uma forma de falar e o delírio é afinal eu estar a interpretar dessa forma?
Eu sei que a infecção foi muito grave, que se esperam sequelas, mas também que o meu filhote é um lutador e que cada dia que passa está cada vez melhor. Aliás, estou como a minha mãe: "Olha-se para ele e vê-se logo que ele está óptimo". Porque está mesmo!

Ontem bateu palmas pela primeira vez! Sim, sim, já sei: “Só agora? O meu já bate palmas desde que nasceu”, mas para os papás foi como se ele tivesse feito um triplo mortal, aliás bem melhor, porque afinal qual é o interesse de fazer um triplo mortal?

18 de novembro de 2008

Coração sobressaltado

Não consigo deixar de ter o coração apertado.
Acordo a meio da noite ansiosa por saber se o António está bem, a estranhar o facto de ele não ter acordado (como se o normal não fosse mesmo ele dormir a noite toda…) e tenho que fazer um esforço enorme para voltar a adormecer antes de ir confirmar se o António está mesmo bem.
Acho que a palavra certa para descrever o estado do meu coração é sobressaltado. Em sobressalto, como quando estamos apaixonados e estamos sempre a pensar no que estará ele a fazer, se a nossa paixão é correspondida ou não, se é desta que vamos acertar porque o nosso coração também se cansa de estar sempre em sobressalto para nada! Mas mesmo que seja para nada, é sempre tão bom estar apaixonado.
Neste caso, é mesmo para nada, é só para me cansar e despender forças com coisas inúteis, mas quem é que explica isso ao meu coração sobressaltado de mãe?

14 de novembro de 2008

1º Aniversário

O António faz hoje 1 ano. É o seu primeiro aniversário e ao contrário daquilo que pensávamos não passou no hospital. E até teve o cuidado de dar uma prendinha aos papás: dormiu a noite toda sem acordar, tal e qual como era antes.
Antes? Antes do quê? Antes de ficar doente, antes do céu se abater sobre as nossas cabeças...
O céu não se abateu sobre as nossas cabeças, foram apenas umas nuvensinhas, e muitas mais virão certamente! E o António cá estará valente como sempre.
É o meu herói este meu menino!

10 de novembro de 2008

Papá

O António está cada vez melhor e imparável. O papá ontem à tarde viu-se aflito com tanta energia! Já se sabe como é, sem as mães ficam sem saber o que fazer, os pais claro!
Na quinta feira já tinha começado a trautear os seus sons preferidos, o nana, tata, e outros que tais. Eu fiquei toda babada pois a única coisa que ele nunca deixou de dizer foi só mesmo mamã (há prioridades, não é?). Mas no sábado começou a dizer papa que nunca tinha dito. Isso é que foi ver o papá inchar.
A fisioterapeuta já diz que ele nem precisa de fisioterapia que já está quase bom (isso queria eu), mas infelizmente segundo o exame que ele fez na 6ª os neurónios ainda andam um bocadinho aos saltos lá dentro da cabecinha dele.
Já estou como as avós, nah isso não quer dizer nada! Ele está óptimo! Olha-se para ele e vê-se logo!

8 de novembro de 2008

Sempre que estejas
a ter um dia terrível,
partilha os teus
sentimentos com alguém.
De facto, um peso
que é partilhado
torna-se sempre muito
mais fácil de transportar.

in "Sorrir para a vida", de Linda Allison-Lewis