22 de dezembro de 2010

"Só as crianças não entendiam porque se perdia tanto tempo a discutir a mesma coisa. Afinal, a vida tinha que seguir, bem ou mal. A roupa na corda tinha que ser apanhada senão vinha a chuva e havia outras coisas inadiáveis como o Natal ou os aniversários ou a vida.
E tentavam explicar isto, as crianças. Tentavam, mas às vezes saía-lhes mal. Saía em forma de birra. Ou então abriam a boca para pedir aos adultos que sorrissem mais, que tudo ia resolver-se e, enquanto resolve e não resolve, passam os dias e são dias perdidos, e era isto que queriam dizer as crianças, mas saíam-lhes trocadas as palavras."

Li esta passagem no Bebé Filósofo e não posso deixar de pensar nas horas perdidas com o cansaço e falta de paciência, porque nós os grandes quando crescemos ficamos assim: complicados!

5 de julho de 2010

Lá se passaram mais 5 meses… e eu quero mudar este fundo do blog que já nem o posso ver e não faço a mínima ideia de como é que se faz!
Andei que tempos à procura de uma foto actual dos meus putos, gira claro, mas não encontro, são todas com o pai, comigo nem uma, sabem o que isto quer dizer, não? Que o G. é péssimo a tirar fotografias e que vale a pena tirar 10 seguidas de forma a poder aproveitar-se pelo menos uma!


Hoje, ao fim de 7 noites (1 semana inteirinha) a não conseguir dormir mais do que 3 horas seguidas, por estranho que pareça estou muito bem disposta! Agora percebo o “quando não é um é outro, parece que temos uma enfermaria lá em casa!”.
Mas vale a pena quando vejo o pequenote de quase 10 meses a rastejar pelo chão em perseguição do mais velho, ou quando o grandalhão chega a casa e não descansa enquanto não encontra o mano, ou vê-los a brincar um com o outro (é mais na base da luta pelos brinquedos ou na troca de lambidelas, mas enfim)!
E entretanto já são horas de ir para a cama antes que o primeiro comece a chorar. Lucky me!

29 de janeiro de 2010

Prendas para o Martim

Feito pela Rita:
Pela Susana Santiago:
E por mim, a minha primeira obra em crochet, estou muito orgulhosa:
Que sorte que têm os meu filhos, é só prendas, bonitas e carinhosas.

8 de janeiro de 2010

O meu sling

Oferecido pela tia Susana, que também ofereceu esta manta linda. Muito obrigada.

18 de dezembro de 2009

Entrámos na temporada dos jantares de natal

Esta semana tive o típico jantar em que só nos encontramos uma vez por ano para pôr a conversa em dia e saber as novidades (leia-se coscuvilhar). E as novidades, invariávelmente, resumem-se a: casórios (ou então quando é que se casam), bebés (ou então quando é que têm) e divórcios (poucos por enquanto).
Esta coisa do divórcio ao fim de pouco tempo faz-me imensa confusão, não percebo como é possível e basicamente tenho imenso medo que me aconteça a mim. Sim, porque se há coisa que aprendi na vida, foi que se acontece aos outros também acontece a mim. Gostamos sempre de pensar que não, nós nunca faríamos isso, ou a mim nunca me aconteceria tal coisa. E deve ser por isso que quando a tragédia acontece na casa do vizinho gostamos de saber todos os pormenores (é a única razão que eu vejo para a audiência da TVI) para no final podermos suspirar aliviados “não, eu nunca faria tal coisa”. Em vez de pensarmos: “uau, afinal a minha vida é maravilhosa”.
E é por isso que eu quase todos os dias (ia escrever todos, mas não estaria a ser honesta) agradeço a Deus a sorte que tenho.

11 de dezembro de 2009

Segundo parece estou ausente há 5 meses…
Neste tempo a minha vida não mudou muito, só um bocadinho. Agora sou mãe de dois, dois anjos celestiais como diz a avó!
De resto, vou aprendendo a viver um dia de cada vez. O António continua nos seus altos e baixos acompanhado da epilepsia que não o deixa desenvolver-se como nós gostaríamos. Apesar disso tem feito progressos que nos deixam maravilhados (e a ele baralhado com a reacção excessiva): já começa a dizer as suas primeiras palavras e percebe bem mais de metade do que dizemos.
Enfim, dois anjos na minha vida.

2 de julho de 2009

O meu silêncio aqui é fruto de um procurar fazer silêncio no meu coração.
Silêncio para parar, não pensar e absorver.
Absorver o tanto que a vida me tem dado e procurar fazer o melhor que posso, para mim e para os outros.
O António tem problemas no desenvolvimento, não sou eu que o digo, foi encaminhado e já está ser acompanhado pelos técnicos da Intervenção Precoce (até aos 3 anos).
Toda esta nova realidade de um menino que nasceu saudável, vai sendo absorvida pelo meu coração e com o tempo vou sabendo readaptar as minhas expectativas. Aquelas expectativas que qualquer mãe tem para o seu filho: o de querer o melhor para ele. E é isso que eu quero para o meu filho, o facto de ele não ser igual aos outros não altera nada.
Como dizia um pai de uma menina com cancro, em jeito de conclusão após elencar uma série de sequelas que não a deixam ser igual às outras meninas da idade dela, “ela tem o amor dos pais que vale o que vale”. E Amor o António terá sempre, muito.