Não foi tão dificil como esperava.
Não foi nada como planeado.
Foi bom e soube-me muito bem.
A parte mais difícil foi quando o avião depois de um atraso de 1h30, teimava em não chegar ao destino, tudo parecia acontecer com o único propósito de me afastar por mais uns muitos minutos do meu filhote que dormia sem saber à minha espera.
E que lindo que ele estava, tão angélico e ternurento como sempre.
Às 2 da manhã quando finalmente chegou à sua caminha, abriu os olhos e fez o sorriso mais lindo para o papá e a mamã. O papá já queria brincadeira, mas a mamã mais prática e pragmática não deixou. O papá ficou triste...
Triste ficou hoje de manhã a mamã quando o filhote não fez o sorriso maravilhoso com que todos os dias nos brinda e faz o dia parecer mais bonito (sim que às 7 da matina parece tudo menos bonito...).
Toma lá, que para a próxima que me deixes aqui 3 dias abandonado ainda é pior!
Ainda não sei se continue a pôr fotos ou não. As discussões sobre a segurança na net e do direito à privacidade das criancinhas tem me feito pensar. E eu que pensava que não vinha ninguém aqui espreitar afinal não é bem assim. O que acham oh espreitadores?
7 de julho de 2008
23 de junho de 2008
Hoje não me apetecia vir trabalhar
Hoje quando estava a chegar ao trabalho senti um daqueles friosinhos na barriga que nos arrepiam a alma e pensei "Não me apetece ir trabalhar".
Nestes dias devia ser permitido não virmos trabalhar, ficar em casa, ir passear, fazer qualquer coisa menos vir trabalhar.
Justificação a dar no trabalho: Não me apetece ir trabalhar. E só por ser a verdade já devia ser justificável. Convinha era não ser todos os dias, senão o patrão também se chateia e com razão!
Senão vejamos, o que faço eu aqui neste blog a escrever este post non-sense (uhm, estou a ficar moderna...sim que quem não usa estrageirismo e siglas que eu nunca percebo não é deste tempo!)?
Na realidade o que eu pensei foi: "hoje não me apetece ver desgraças", apetecia-me ficar em casa a brincar com o tótó (é o cão, qual cão?).
Mas não são desgraças que eu vejo todos os dias, aliás vejo, mas não é no meu trabalho, essas davam para outra meia hora de conversa, graças e desgraças. No hospital vejo crianças doentes, mães corajosas, funcionários alegres, mas sobretudo vejo crianças lindas e apetitosas.
E são elas e as suas carinhas rosadas que me motivam todos os dias, mas depois há aqueles dias em que não me apetece mesmo nada.
Não há nada a fazer a não ser deixar que passe depressa.
Nestes dias devia ser permitido não virmos trabalhar, ficar em casa, ir passear, fazer qualquer coisa menos vir trabalhar.
Justificação a dar no trabalho: Não me apetece ir trabalhar. E só por ser a verdade já devia ser justificável. Convinha era não ser todos os dias, senão o patrão também se chateia e com razão!
Senão vejamos, o que faço eu aqui neste blog a escrever este post non-sense (uhm, estou a ficar moderna...sim que quem não usa estrageirismo e siglas que eu nunca percebo não é deste tempo!)?
Na realidade o que eu pensei foi: "hoje não me apetece ver desgraças", apetecia-me ficar em casa a brincar com o tótó (é o cão, qual cão?).
Mas não são desgraças que eu vejo todos os dias, aliás vejo, mas não é no meu trabalho, essas davam para outra meia hora de conversa, graças e desgraças. No hospital vejo crianças doentes, mães corajosas, funcionários alegres, mas sobretudo vejo crianças lindas e apetitosas.
E são elas e as suas carinhas rosadas que me motivam todos os dias, mas depois há aqueles dias em que não me apetece mesmo nada.
Não há nada a fazer a não ser deixar que passe depressa.
11 de junho de 2008
Sobrinho
O Gonçalo já nasceu e é muito lindo!
Como é possível que em apenas 6 meses me tenha esquecido como eles são pequeninos quando nascem! E fofinhos!
E é tão bom ver a família a crescer e meninos para brincarem com o "tonito" já que as outras "tias", tá quieto oh mau!!!!!
Como é possível que em apenas 6 meses me tenha esquecido como eles são pequeninos quando nascem! E fofinhos!
E é tão bom ver a família a crescer e meninos para brincarem com o "tonito" já que as outras "tias", tá quieto oh mau!!!!!
23 de maio de 2008
Mãe
Ao reler o que acabei de "postar" saltou-me ao coração a forma como tão naturalmente, após os meus míseros 6 meses de labuta, escrevi e senti: "o meu coração de mãe"...
E é tão lindo ser mãe que até mete nojo!
E é tão lindo ser mãe que até mete nojo!
O Gaspar
Chorei como uma madalena a ler este blog.
Nas últimas semanas as lágrimas têm corrido com alguma facilidade.
Este novo contacto com uma realidade que estava tão longe tem-me sensibilizado de uma forma muito especial.
Estes meninos com cancro e as suas famílias, principalmente as mães (digo mães porque normalmente são elas que estão 24h ao lado dos filhos, mas também há pais), são verdadeiros heróis. Heróis, mesmos!
O meu coração de mãe aperta-se com as coisas que vê ou lê, mas que não sente. Pois não é o meu filho, só posso imaginar um pouco do tanto sofrimento, angústia e tantas outras coisas que aqueles corações de heróis sentem! Uma mãe dizia que nestas alturas os seus corações ficam pequeninos, pequeninos de tão apertados que estão...
Sinto que do pouco que podemos fazer para tornar esta dor ligeiramente mais leve, há uma coisa muito importante: a esperança.
Há muitas razões para ter esperança, eu não fazia a minima ideia que 70% destas crianças ficam boas, boas mesmo!
Há que apagar das nossas cabecinhas o "cancro=morte", não é, não é, não é!
Não é mesmo, já o meu irmão nos gritou isso há 4 anos atrás e hoje vejo que é mesmo assim!
Graças a Deus, há poucos "Gaspares", mas já são tantos e podia ser o meu "António".
Acreditar
Nas últimas semanas as lágrimas têm corrido com alguma facilidade.
Este novo contacto com uma realidade que estava tão longe tem-me sensibilizado de uma forma muito especial.
Estes meninos com cancro e as suas famílias, principalmente as mães (digo mães porque normalmente são elas que estão 24h ao lado dos filhos, mas também há pais), são verdadeiros heróis. Heróis, mesmos!
O meu coração de mãe aperta-se com as coisas que vê ou lê, mas que não sente. Pois não é o meu filho, só posso imaginar um pouco do tanto sofrimento, angústia e tantas outras coisas que aqueles corações de heróis sentem! Uma mãe dizia que nestas alturas os seus corações ficam pequeninos, pequeninos de tão apertados que estão...
Sinto que do pouco que podemos fazer para tornar esta dor ligeiramente mais leve, há uma coisa muito importante: a esperança.
Há muitas razões para ter esperança, eu não fazia a minima ideia que 70% destas crianças ficam boas, boas mesmo!
Há que apagar das nossas cabecinhas o "cancro=morte", não é, não é, não é!
Não é mesmo, já o meu irmão nos gritou isso há 4 anos atrás e hoje vejo que é mesmo assim!
Graças a Deus, há poucos "Gaspares", mas já são tantos e podia ser o meu "António".
Acreditar
14 de maio de 2008
16 de abril de 2008
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